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Sem respeito não existirão professores

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04.06.2026

Não há professores. E tudo aponta para que durante as próximas décadas continue a não haver professores devido à gestão danosa das políticas de Educação de anteriores governos, que estão agora a ser replicadas por este, sob a aparente capa de uma transformação. E, sem professores, em breve deixará de haver Escola Pública.

As principais medidas apresentadas por este Governo para mitigação do problema da falta de professores são respostas avulsas com peso direto, a médio e a longo prazo, no agravamento da própria situação, como a utilização dos professores do sistema na lecionação de horas extraordinárias que, a médio prazo, acusarão o desgaste acrescido.

Devemos refletir sobre quem são estes professores que aceitam as horas extraordinárias e as suas motivações: são profissionais depauperados por anos de desvalorização salarial, que aceitam essas horas pagas a um valor irrisório como suplemento a um vencimento pobre e nada adequado à sua função social. Apesar de todas as economias de mercado dizerem que os bens escassos são valiosos, este Governo continua a usar os professores como moeda de baixo valor. Da mesma forma são estes professores depauperados que adiam as suas aposentações, na esperança de o poderem vir a fazer num escalão de carreira mais elevado, através da recuperação do tempo de serviço que lhes foi roubado.

A utilização de recursos humanos não profissionalizados ou as chamadas “Vias aceleradoras de formação de professores”, como lhes chama o professor Sampaio da Nóvoa, também não são solução: são um atalho que será mais tarde pago pelas gerações futuras.

No primeiro ciclo, a distribuição de alunos por........

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