A "bairrice" partidária como inimiga do desenvolvimento
O liberalismo político e económico assenta, fundamentalmente, na premissa da responsabilidade institucional. Governar não é um exercício de sobrevivência partidária, nem uma constante guerrilha por espaços de influência mediática; é, sim, a gestão diligente e previsível dos recursos dos contribuintes. No entanto, o cenário a que temos assistido recentemente na Região Autónoma dos Açores revela uma inversão preocupante destas prioridades, onde a estabilidade parece ser tratada como um mero detalhe tático.
É incompreensível que, em pleno exercício de funções, forças políticas que integram o próprio executivo regional promovam, ou permitam que se alimentem, dinâmicas de fricção interna e o fomento de um bairrismo artificial. Quando agendas partidárias ou conflitos estéreis de protagonismo sobrepõem-se à solidez........
