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A inovação invisível não conta

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25.04.2026

No contexto empresarial que vivemos “inovação” é a palavra mágica. Aparece nos discursos dos CEOs, ocupa páginas inteiras dos relatórios anuais e é a primeira exigência de qualquer investidor com um mínimo de ambição. Todos querem inovar e todos dizem que inovam. Isto porque no universo das grandes empresas sabe-se que, tal como na Roma antiga, não basta ser – tem que parecer.

Antes que alguém torça o nariz e diga “isso é marketing, não é inovação,” vale a pena pensar no assunto com mais cuidado. A verdade é que a inovação tem um problema de visibilidade. Um algoritmo brilhante que otimiza uma cadeia de abastecimento, um processo redesenhado que poupa milhões, uma nova experiência digital que muda a forma como o cliente interage com a empresa — tudo isto pode ser transformador. Mas se ninguém souber que aconteceu, o impacto não é totalmente capturado. Isto porque os mercados não recompensam apenas resultados — recompensam potencial. Um investidor não investe no que a empresa já fez; investe no que acredita que ela vai fazer. E para acreditar, precisa de ver sinais. As organizações que viram as costas à comunicação não só deitam a perder parte das suas conquistas mas desmoralizam aqueles em quem mais deviam de apostar.

É por isso que as empresas mais sofisticadas investem em relatórios de inovação de alto impacto, organizam demo days onde mostram protótipos ao vivo e levam as suas equipas a conferências internacionais. Não é vaidade. É sinalização. É dizer ao mundo: Estamos atentos, estamos a mexer-nos, estamos preparados........

© Observador