Quentin: a extrema-esquerda e a violência política
Em Lyon, em plena via pública, um jovem estudante identificado com a direita política, Quentin, foi cercado por uma turba de militantes de extrema-esquerda, espancado e deixado inerte no chão, vindo a falecer dias depois no hospital em consequência dos ferimentos. O linchamento ocorreu à margem de uma conferência de Rima Hassan, eurodeputada de extrema-esquerda (La France Insoumise, LFI), na Sciences Po. Entre os agressores, um assessor parlamentar do deputado Raphaël Arnault, também ele da extrema-esquerda LFI e fundador da Jeune Garde, grupo “anti-fascista” dissolvido em 2025, em Conselho de Ministros, devido às suas práticas violentas.
A morte de Quentin não é, no entanto, um fenómeno episódico: ela inscreve-se numa longa linhagem sangrenta com mais de dois séculos, onde a violência tem um lugar (ideológico, filosófico, estético) absolutamente central. Compreender o linchamento de Lyon, à margem de uma conferência política, obriga-nos a voltar ao início.
Desde o seu berço revolucionário, a esquerda concebe a política não como arte da mediação e do confronto legítimo, mas como liturgia do sacrifício. Não há para ela fundação sem expiação, nem........
