Os desprezados do grande tabu nacional
Desde há cinco anos que temos um grandioso dogma e um novo tabu em Portugal. Que se evoca repetidamente e nos silencia em nome de um bem maior.
O dogma: as vacinas contra a Covid-19 são seguras e eficazes.
O tabu: há vítimas de reações adversas das vacinas contra a Covid-19.
O dogma é uma crença que se aceita como verdade absoluta e não se contesta. Pode descansar o leitor, não vou cometer a heresia de questionar aqui o dogma das vacinas.
Mas o tabu, convenhamos, é posto a nu pelas evidências. Pelos dados oficiais. Pela ciência.
Todos conhecemos pessoas que tiveram efeitos secundários das vacinas, alguns graves. Os sistemas de farmacovigilância em todo o mundo registaram notificações aos milhares, aos milhões: 1,7 milhões na Europa, 1,7 milhões nos EUA, 5,5 milhões pela OMS.
E em Portugal? Fomos zelosos a vacinar (honrando o nosso dogma) com 32 milhões de doses administradas; mas também zelosos a esconder as reações adversas (o nosso tabu), a agregar os dados, ocultando as patologias. Até 2022 foram notificadas ao Infarmed 39135 reações adversas, sendo 8518 graves e 142 mortes. Nos últimos 3 anos, a autoridade do medicamento suspendeu a informação, ainda que se tenham administrado 6 milhões de doses de vacinas, maioritariamente a idosos e doentes.
O que aconteceu a essas pessoas com reações adversas, e a todas as outras cujos médicos não notificaram os efeitos secundários que sofreram? Recuperaram, agravaram o seu estado, ficaram com sequelas? Fizeram-se estudos, investigação sobre estas novas patologias e suas especificidades? Sobre os tratamentos mais adequados? Sobre........
