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O centenário que Cuba não deixa celebrar em liberdade

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14.08.2026

Paulo Raimundo está em Havana. Fez a viagem, discursou, evocou o “legado libertador” de Fidel Castro. E fê-lo precisamente no país onde, segundo a organização Prisoners Defenders, mais de 1.300 pessoas estão presas por motivos políticos- número recorde, atingido numa ilha com pouco mais de 10 milhões de habitantes, numa proporção que ultrapassa largamente a de qualquer democracia ocidental. Não são números de um relatório hostil escrito em Washington.

São contagens nome a nome, caso a caso, feitas por uma organização que documenta cada detido: o desportista que protestou de uma varanda, o adolescente de quinze anos detido por manifestar-se, o jornalista independente, o sindicalista. É esse o país onde o secretário-geral do PCP foi comemorar um centenário. A parte que não se diz num comunicado de “amizade entre partidos”

Fidel Castro chegou ao poder em 1959 prometendo eleições livres num prazo de dezoito meses. Não as houve – nem então, nem nos cinquenta e dois anos seguintes em que governou. Em seu lugar, instalou um sistema de partido único, aboliu a imprensa independente,........

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