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Quantos patos estão sentados com Passos Coelho?

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09.06.2026

Pedro Passos Coelho intensificou a sua presença mediática, com intervenções mais constantes no espaço pública. Tem toda a legitimidade para aumentar essa intervenção e expor o seu sobressalto cívico pessoal, até porque o faz com o conhecimento de causa e a experiência de quem já foi líder partidário, líder da oposição e primeiro-ministro.

O problema é que, sendo Passos Coelho um pensador da política, sabemos neste momento muito mais o que não gosta, o que não quer ou aquilo de que é critico, do que propriamente o que defende para o País. Se quiser voltar para acabar o trabalho que considera ter deixado incompleto, era importante saber exatamente o que propõe.

Passos defende, por exemplo, que não devia ser desperdiçada a oportunidade de ter uma maioria de direita para fazer reformas. Mas, na primeira vez que o Chega tem verdadeiramente a oportunidade para apoiar a AD numa reforma (a laboral), o próprio veio admitir que é “absurda” a moeda de troca pedida por Ventura — de baixar a idade da reforma. E foi mesmo duro na forma como criticou o líder do Chega: “Quando as coisas assumem este carácter, eu pergunto: são não-socialistas? Nem os socialistas têm coragem de baixar a idade da reforma”.

Passos revela, é verdade, que concorda com a necessidade de reformar a legislação laboral, mas não diz em quê. O que pensa do banco de horas? Da não reintegração dos trabalhadores despedidos sem justa causa? Sobre questões laborais era importante perceber, por exemplo, se Pedro Passos Coelho ainda defende a redução da Taxa Social Única paga pelas empresas, como estava no programa eleitoral de 2011. E se essa seria paga por um aumento do IVA, como era ideia inicial, ou do aumento da TSU dos trabalhadores numa solução que levou à chamada crise do irrevogável.

O antigo primeiro-ministro pede igualmente celeridade nas reformas, mas a outra grande reforma em curso é da Modernização Administrativa. Seria importante Passos também dizer, por exemplo, se defende o despedimento de funcionários públicos, a criação de um quadro de excedentes que teve o seu auge no tempo de Cavaco Silva (os chamados quadros de efectivos interdepartamentais) ou mesmo, por exemplo, a política do “saem dois entra um” levada a cabo pelos governos de José Sócrates. É........

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