Sectarismos de Abril
O 25 de Abril deveria ser o momento mais agregador da nossa democracia. O dia em que celebramos a liberdade conquistada e o regime que dela nasceu. Um dia que não pertence à esquerda nem à direita. Um dia que pertence a todos.
Mas não é isso que (ainda) temos.
Ao longo de décadas, as celebrações de Abril foram capturadas por um sectarismo persistente: o da apropriação. A ideia, tantas vezes implícita, outras vezes assumida, de que há quem seja mais dono da liberdade do que outros. De que há credenciais ideológicas que conferem maior legitimidade para celebrar o 25 de Abril.
Essa apropriação não surgiu por acaso nem vive apenas no plano simbólico. Tem expressão concreta na forma como as celebrações são organizadas, nomeadamente na descida da Avenida da Liberdade e nos seus discursos finais.
Ao longo dos anos, o Partido Comunista Português, através de organizações satélite com presença na comissão promotora, foi........
