Humanizar não é deixar de exigir
Há uma transformação silenciosa em curso na forma como olhamos para o trabalho. E, em grande medida, ainda bem.
Durante demasiado tempo, confundimos liderança com autoridade, presença com produtividade e obediência com compromisso. Construímos organizações onde muitas vezes se valorizava mais quem chegava primeiro e saía mais tarde do que quem verdadeiramente acrescentava valor. A humanização das empresas veio corrigir parte desse desequilíbrio.
Mas, como tantas vezes acontece, corremos agora o risco de transformar uma correção necessária num novo desequilíbrio.
Começámos a falar, e bem, de felicidade no trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, saúde organizacional, propósito, flexibilidade e realização. O problema começa quando deixamos de conseguir falar, com a mesma naturalidade, de exigência, produtividade, mérito, avaliação, responsabilidade e resultados.
Uma empresa não é uma família. E não há nada de errado nisso.
É uma comunidade de pessoas que decide trabalhar em conjunto para atingir determinados objetivos. Deve respeitar quem nela trabalha, proporcionar........
