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Watchout Kim, You’re next!

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07.03.2026

É necessário começar o texto – infelizmente – com algumas clarificações: 1) Sou de direita e é uma falácia que quem critica os EUA e a sua, actual, política externa, é de esquerda. Não é verdade e é reducionismo básico. 2) Sou católico, mas criticar Israel não faz de mim anti-semita. Trata-se de outra redução parva e, até, aviltante.

É triste ter de começar com esta declaração, mas são os tempos em que vivemos. A análise da acção EUA/Israel contra o Irão deve estar livre de esquerda vs. direita e de pró judeu vs. anti-semita.

Dito isto, tratarei de comentar alguns textos/intervenções de defensores da acção Israelo–americana no Irão.

Na RTPN – dia 1/3 – assisto a um comentador (parece que é do marketing) afirmar: “O direito internacional (DI doravante) foi inventado em 1946”. Está gravado e podem confirmar. É um disparate e uma demonstração de ignorância, mas é o que temos a fazer comentários na televisão pública (pago por nós, portanto). Num país que se levasse mais a sério este Sr perdia o emprego. Porquê? Porque o DI não foi “inventado” em data alguma. É uma construção milenar da qual podemos – muito resumidamente – lembrar: Direito Romano, Grotius, Erasmus de Roterdão, Kant, Tayllerand, Richelieu, Metternich, Bismark, Direito do mar, Guerra Justa, Convenções várias sobre a guerra, Woodrow Wilson, Versailles, Sociedade das Nações, etc., etc., etc. O que o tal de marketeer (Rodrigo Moita de Deus) quereria dizer seria Ordem Internacional? O erro seria menor, mas, mesmo assim, a Ordem Internacional nascida após a II guerra já não é a mesma.

Portanto: O DI existe e não foi “inventado”. Podemos sim, é criticar a inoperância do mesmo perante os fortes, e devemos é lutar por um DI actuante e resoluto. Se a ONU não resolve os assuntos, porque não a pôr a resolvê-los em vez de a contornar com um clube tipo Elefante Branco onde se paga para entrar? Os EUA têm a capacidade para liderar esse processo. Como: 1) Alargar a composição do Conselho de Segurança; 2) Acabar com o direito de veto no mesmo. No entanto e apesar da sua actual inoperância (situação que não dá o direito de se fazer justiça pelas próprias mãos) a sociedade internacional tem evoluído para melhor; Abolição das armas químicas, do genocídio; Tribunal Penal Internacional; luta contra a........

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