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A caminho do pântano?

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16.03.2026

1 Ainda se lembra de 2001? O partido socialista dois anos antes tinha ganho as eleições legislativas com exatamente metade dos mandatos na assembleia da república, cento e quinze. Faltava um para a maioria absoluta. A esquerda tinha larga maioria no parlamento tendo o PEV e o PCP, coligados na eleição, eleito dois e quinze deputados, respetivamente, e o Bloco de Esquerda dois. Como tão frequentemente aconteceu nestes últimos vinte e cinco anos, estes partidos de esquerda nem sequer admitiam abster-se no Orçamento de Estado. O PS era (e é?) para eles também um partido de direita e por isso era mesmo para votar contra. Com o PSD e o CDS contra a governação socialista, não restou a António Guterres, ajudado por Pina Moura, outra hipótese que aliciar Daniel Campelo, deputado então centrista, a viabilizar, com contrapartidas, o OE2021 e o OE2022. Com o Orçamento do queijo limiano tivemos orçamento para todo o ano 2021. Só não houve execução do OE2022  porque Guterres, em Dezembro de 2021, na sequência da derrota do PS nas eleições autárquicas, fez esta interpretação política do resultado: “(…) se olhasse para estas eleições e passasse por elas como porventura seria integralmente meu direito constitucional, continuando a exercer as funções de primeiro-ministro, o país cairia inevitavelmente num pântano político que minaria as relações de........

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