O impacto económico do envelhecimento no Japão
O Japão é atualmente um dos países mais envelhecidos do mundo. Em pouco mais de seis décadas, a percentagem de pessoas com 65 ou mais anos quintuplicou, de 6% para 30%, enquanto o peso dos jovens caiu quase dois terços, de 30% para 11%. Ao mesmo tempo, a população em idade ativa começou a diminuir a partir de meados da década de 1990, passando de 70% para os atuais 59%, refletindo sobretudo a baixa natalidade e o crescente aumento da esperança de vida.
O Japão é um caso extremo, mas não é o único. No entanto, pode ser visto como um verdadeiro laboratório do envelhecimento demográfico, porque reúne três características em simultâneo: uma natalidade muito baixa há várias décadas, uma das mais elevadas esperanças de vida do mundo e em crescendo, e níveis baixos de imigração. Assim, o país enfrenta não apenas um envelhecimento acentuado da população, mas também uma contínua diminuição do número de habitantes. O que hoje está a acontecer no Japão poderá antecipar a evolução demográfica de outras economias avançadas, sobretudo de muitos países europeus, embora a intensidade e o ritmo dependam, em grande medida, da evolução da natalidade e dos fluxos migratórios.
A Itália é talvez o exemplo mais paradigmático no contexto europeu e o que mais se aproxima do Japão. Também combina uma população muito envelhecida, natalidade persistentemente baixa e uma imigração que, ao contrário do que tem acontecido em Portugal, Espanha, Alemanha ou França, não tem sido suficiente........
