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Três anos sem eleições: reformas ou imobilismo?

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13.02.2026

Temos, finalmente, um horizonte de mais de três anos sem eleições no calendário. O presidente eleito não as quer. O primeiro-ministro não as quer. E os socialistas também não as querem enquanto não sentirem que recuperaram do desaire das legislativas do ano passado. Neste momento, só André Ventura gostava de ir a votos para tentar transferir pelo menos uma parte dos 33% que obteve nas presidenciais para o Chega, engrossando a bancada parlamentar. Mas sozinho não consegue criar uma crise política que leve o país a eleições e lhe permita fazer esse teste.

No país que vai no quarto governo no período de apenas cinco anos, três anos pode parecer muito. Mas não é. As legislaturas completas de quatro anos são, por regra, insuficientes para fazer reformas, para mudar, de facto, alguma coisa. Por maioria de razão, o mais fácil será o governo invocar a........

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