A coesão social
1 Como destruir o Ocidente
Circula, pelo que dizem, nas redes sociais, mas pode ser replicado por qualquer pessoa em casa. Se pedirmos a um bot de inteligência artificial degenerativa que faça uma piada sobre o Cristianismo, ele responde sem hesitar; mas se pedirmos o mesmo acerca do Islão, a máquina diz que “prefere não fazer piadas sobre temas religiosos sensíveis”.
Isto diz muito, claro, sobre a pretensa objetividade ou neutralidade da IA (já agora: o que ainda falta acontecer para decidirem, de uma vez por todas, carregar no botão de emergência que implodirá o sistema?), mas diz muito mais sobre o caldo cultural em que temos sido mergulhados nas últimas décadas e que Thomas Sowell resumiu do seguinte modo:
“pode-se elogiar qualquer cultura do mundo, exceto a cultura ocidental – e não se pode culpar nenhuma cultura do mundo, exceto a cultura ocidental.”
Trata-se de um tipo de relativismo muito peculiar, que nasceu na Academia mas se tem multiplicado pelas franjas políticas mais radicais dos países ocidentais. De acordo com a teoria do relativismo cultural, não é possível estabelecer critérios objetivos que permitam determinar se algumas culturas são melhores do que outras – mas, na versão woke do relativismo cultural, é não só possível como necessário afirmar que a cultura ocidental é a pior de todas as culturas.
Como chegamos até aqui?
Como chegamos ao ponto de esta convicção se ter infiltrado de tal modo nos sistemas educativos ocidentais que tantos elementos das gerações mais novas assumem como factual e correto que o Ocidente é um mal em si mesmo e que o facto de termos nascido aqui é um mal irredimível?
Na sua Carta de amor de um imigrante ao Ocidente, Konstantin Kisin reconhece a propagação dessa ideia como uma ferramenta ao serviço da destruição do Ocidente:
“Ao sobrecarregarmos........
