O Cónego Jeremias e o Cardeal Ruini
O Corriere della Sera, no passado 21-2-2026, publicou uma extensa entrevista ao Cardeal Camillo Ruini, que a Infovaticana parcialmente transcreveu. Ruini, que já tem 95 anos, foi, durante 16 anos, Presidente da Conferência Episcopal Italiana e o cardeal vigário de Roma, ou seja, o bispo que governa, em nome do Papa, a diocese romana.
– Que me diz, Senhor Cónego, das recentes declarações do Cardeal Ruini?
– Gostei muito, porque se trata de alguém que conheceu bem os Papas, como seu vigário que era para a diocese de Roma e, por isso, a eles se refere com conhecimento de causa e objectividade. Por exemplo, reconheceu que Bento XVI foi “um grandíssimo teólogo”, mas também que a sua abdicação foi “uma decisão errada.” Decerto, só Ratzinger sabia da sua situação e, como é óbvio, Ruini respeita essa sua opção, mas, de facto, quando Bento XVI se demitiu estava ainda, ao contrário de João Paulo II e Francisco no final dos respectivos pontificados, apesar da idade, de boa saúde e, sobretudo, muito lúcido, como se comprova pelos seus escritos posteriores.
– E como considerou a transição de Bento XVI para Francisco?
– Para o Cardeal Ruini houve uma mudança muito brusca e repentina. Ao contrário dos que, talvez com boa fé, idolatrizam Francisco, e dos que, no extremo oposto, o criticam sem dó nem piedade, Ruini tem uma visão equilibrada, pois reconhece que no pontificado do Papa Bergoglio houve coisas positivas e........
