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A Páscoa e a ressurreição da Igreja em França

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04.04.2026

Segundo Le Figaro Magazine, de 20 de Fevereiro de 2026, “pelo quarto ano consecutivo, os pedidos de Baptismo de adolescentes e jovens adultos multiplicam-se. Mais de 17.000 jovens, iluminados pela luz de um círio, passarão a ser católicos na vigília pascal, no […]dia 4 de Abril.”

A propósito de uma tão intrigante e surpreendente novidade, ausente, por razões óbvias, dos nossos jornais, rádios e televisões, a jornalista Guyonne de Montjou começa por se referir a Quentin Deranque que, pelo mesmo motivo, é desconhecido no nosso país. Trata-se de um jovem católico, de 23 anos, que, no passado 14 de Fevereiro, foi brutalmente assassinado por um grupo de terroristas de extrema-esquerda, a Jeune Garde, que o encurralou e linchou em Lyon. Claro que, sendo cristão e conservador, foi logo considerado, numa tentativa de desculpar os seus assassinos e de legitimar o crime, fascista e neonazi, epítetos que o Le Figaro Magazine, que pratica um jornalismo de qualidade, não lhe atribui. Um atentado decerto muito semelhante ao perpetrado na última Marcha pela Vida, em Lisboa, em que também um activista da extrema-esquerda tentou incendiar pessoas inocentes, nomeadamente crianças, por alegado ódio à vida e à liberdade de expressão.

O assassinato de Quentin Deranque recorda as violentas perseguições contra os cristãos, sofridas não apenas nos primórdios do Cristianismo – a Igreja só foi tolerada pelo império romano em 313, graças ao édito de Milão, depois de três séculos de perseguições e milhares de mártires –, mas também por ocasião das revoluções francesa e russa, bem como dos regimes nazis e comunistas, islâmicos radicais e laicistas.

Quentin era, se se permite a expressão, um........

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