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António Costa - A Arte de Emigrar

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22.11.2025

António Costa tornou-se, em 2024, mais um dos muitos portugueses que, por via das condições laborais nacionais, se veem obrigados a emigrar.

Claro que as suas circunstâncias são singulares: não foi despedido por justa causa, demitiu-se. Não foi trabalhar para um restaurante belga a servir moules com batatas fritas, é Presidente do Conselho Europeu. E não chegou a Presidente do Conselho Europeu por ambição própria, mas sim pela (in)feliz descoberta de algumas caixas de vinho num gabinete alheio, com um pouco de lítio à mistura.

Mas Costa é um emigrante diferenciado: com a sua ida para Bruxelas, Portugal perdeu quase tanto como quando vê partir os milhares de jovens licenciados que o imitam todos os anos. Perdemos o maior defensor da imigração descontrolada, ficámos sem o grande aliado........

© Observador