Estudo alemão dita urgência de revogar a Lei 38/2018
Um estudo alemão publicado no Deutsches Ärzteblatt International (Junho de 2024), fundamentado em dados de seguros de saúde de cerca de 14 milhões de jovens entre os 5 e os 24 anos, revela uma realidade incómoda e urgente: 63,6% das pessoas diagnosticadas com perturbação de identidade de género (F64) deixam de apresentar esse diagnóstico após cinco anos. Apenas 36,4% mantêm a diagnose confirmada. Estes números tornam-se ainda mais expressivos entre adolescentes: 72,7% das raparigas entre os 15 e os 19 anos desistem do processo de transição, enquanto entre os rapazes de 20-24 anos a taxa de desistência é de 50,3%.
O estudo regista ainda um aumento explosivo de diagnósticos (780% entre 2013 e 2022, mesmo após correcções estatísticas) e demonstra que a grande maioria dos jovens apresenta comorbilidades psiquiátricas graves, como depressão, ansiedade ou autismo. É perante este cenário que urge discutir o estudo alemão que desafia o modelo de afirmação e perceber por que razão Portugal deve revogar as leis 38/2018 e 15/2024 para proteger as crianças.
Os próprios autores concluem: “A baixa estabilidade do diagnóstico e a elevada........
