A fragilidade do transactivismo português perante os factos
A nível internacional, a ideologia de género está a cair como um castelo de cartas, tornando evidente a fragilidade do transactivismo português perante os factos. Enquanto nos Estados Unidos a World Professional Association for Transgender Health (WPATH) se vê forçada a admitir, em tribunal, que as suas badaladas Standards of Care (SOC-8) não passam de “opiniões” — uma mera “expressão de liberdade de expressão” e “um lado de um debate marcado por incerteza médica e científica” —, e enquanto o vice-presidente JD Vance exige ao Departamento de Justiça a perseguição criminal de alegada fraude em tratamentos de transição em adolescentes, em Portugal os transactivistas continuam a fazer de conta que nada se passa. Preferem o insulto, a exposição pública de rostos e a retórica do “risco de vida” a confrontar a evidência que desmonta o modelo afirmativo.
A notícia do Washington Examiner é clara: no processo por alegadas práticas enganosas movido pela FTC e por vários estados, a WPATH recua e classifica as suas próprias directrizes (guidelines) como meras opiniões, isentando-se de responsabilidade e transferindo-a para os clínicos que as seguem. Durante anos, essas mesmas directrizes foram brandidas como o “padrão-ouro” científico para justificar bloqueadores de puberdade, hormonas de sexo cruzado e cirurgias em menores. Descobriu-se, através da partilha obrigatória de provas no tribunal, que a WPATH ignorou revisões sistemáticas, suprimiu dados........
