Virtudes ou regras?
Se, em lugar de eleitores e votos, o Presidente da República fosse escolhido pelos analistas dos jornais e televisões, ganhava “a decência” – contra a indecência, claro; ganhava “a democracia” – contra o risco de brutalidade e ditadura; ganhava “o coração” e “o humanismo” – contra o gelo da ambição racional. Tais proclamações fazem lembrar os romancistas de baixa qualidade que descrevem “a noite escura”, ou “o Inverno frio”, sem perceberem que não é notícia. A luz da noite só tem interesse literário se for clara, e o dia de Inverno se for quente. Dispensamos que os próceres do mundo mediático declarem a preferência deles pela virtude e a rejeição do vício. Proponho o seguinte: partamos do princípio de que todos queremos o melhor para o país,........
