Se há censura, a culpa é de Montenegro e Seguro
A questão que está por detrás da polémica em torno do ministro da Administração Interna não é exigir aos políticos uma perfeição que nenhum ser humano possui. É exigir aquilo que o exercício de funções públicas impõe: rigor, transparência, responsabilidade, respeito pelas regras e sentido de Estado.
Quando existem falhas graves no cumprimento de obrigações, incluindo situações reconhecidas pelo próprio, não podemos simplesmente escondê-las atrás da palavra «informalidade». Há erros que podem ser explicados, mas que não podem ser normalizados.
Um ministro da Administração Interna tem uma responsabilidade acrescida: tutela a segurança interna e forças e serviços cuja missão é fazer cumprir a lei. Por isso, o exemplo pessoal e o respeito pelas regras devem estar acima, e não abaixo, do mínimo exigível.
Qual a responsabilidade de Luís Montenegro?
O primeiro-ministro escolheu os membros do Governo e é ele quem decide se um ministro continua ou deixa funções.
Ao decidir mantê-lo, Luís Montenegro não está apenas a defender uma pessoa. Está também a definir o........
