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Presidenciais 2026: a banalização do medo

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23.01.2026

Estas eleições presidenciais não são apenas uma escolha entre candidatos. São um teste à maturidade democrática do país e à forma como o sistema reage quando é verdadeiramente desafiado.

António José Seguro é apresentado como o “porto seguro” contra a mudança. Mas o seu percurso é conhecido: político de carreira do PS, sempre integrado no aparelho, sem rutura com o passado e sem obra relevante fora da política. Passou por governos, Parlamento e Bruxelas sem deixar marca relevante. Representa continuidade, não liderança. O apoio que hoje recebe de toda a esquerda (desde o PS ao PCP, passando pelo Bloco, PAN e Livre), não é sinal de moderação, mas de autoproteção. O sistema fecha-se quando sente risco. Não se trata de convergência de ideias, mas de preservação de poder.

E surge uma questão essencial: quem é que apoia Seguro, para além dos já assumidos? Paulo Portas, que passou anos da sua vida a fazer capas de jornais e a escrever artigos de opinião contra o socialismo, vai anunciar o seu voto em quem? Como é que pode posicionar-se ao lado do socialismo? É que, até pela omissão, está claramente a apoiar António José Seguro. O CDS, partido que inclusivamente votou contra a Constituição de 1976 por não ser “ideologicamente neutra” (continua a não ser, aliás), tem agora o desplante de dizer, através de vários dos........

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