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O desatino manifesto

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04.02.2026

No seguimento de várias proclamações que André Ventura tem feito desde o dia 18 de Janeiro, autocrismando-se o “líder da direita”, parece haver uma corrente de pensamento a postular que quem é de direita tem obrigação de o apoiar em detrimento do candidato que não é de direita. Devido a esse mal-entendido, co-assinei um texto em que, resumindo, se diz “eh, pá, não és o meu chefe”. No fundo, a uma interpelação directa de Ventura, alguns dos interpelados replicaram com um cortês “não, obrigado” ao save the date que Ventura enviou para 8 de Fevereiro. As boas maneiras educação dizem que se deve responder em tempo útil a um RSVP. Fizemo-lo no dia 24 de Janeiro.

A resposta foi recebida com alguma estranheza, sobretudo por gente também de direita. Para essas pessoas, entre Ventura e Seguro, quem é de direita deve optar por Ventura, pois Seguro é de esquerda e o líder do Chega também é de direita (na verdade, nunca chegam a dizer “optar por Ventura”, usam antes a perífrase “não optar por Seguro”, mas vou simplificar para efeitos de economia de texto). Uma lógica aparentemente imbatível. Sucede que esse argumento assenta na suposição de que existe apenas uma direita, que se move só numa........

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