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O fim da Curva de Phillips como preditor da Inflação

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05.07.2026

Durante sessenta anos, os Bancos Centrais e em especial a Reserva Federal Americana, governaram as expectativas dos preços a partir da premissa de que para conter a inflação, é preciso conter o crescimento da massa salarial. Chamaram-lhe Curva de Phillips, batizada em 1958 a partir de um estudo do economista neozelandês William Phillips sobre salários e desemprego no Reino Unido, transformando uma correlação estatística contingente numa suposta lei da natureza. E sobre essa lei ergueram um edifício inteiro de poder: o banco central como oráculo, a sociedade como refém da “escolha cruel” entre emprego e estabilidade de preços.

Na sua primeira conferência de imprensa como Presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh disse não a essa premissa pela primeira vez como Governador do Banco Central Americano. Disse-o com todas as letras ao não acreditar que tenha de subir ao púlpito e insinuar aos americanos que escolham entre tolerar mais inflação ou colocar mais gente a trabalhar. Para Warsh, crescimento forte, preços controlados e emprego elevado são mutuamente compatíveis, desde que a expansão seja alicerçada pela produtividade. Ninguém reparou, pois estão todos ocupados a predizer qual irá ser a nova taxa diretora sobre o dinheiro.

O Professor Javier Milei, Presidente da República Argentina, provou-o ao controlar a inflação na Argentina, aplicando com disciplina férrea os ensinamentos da Escola Austríaca formulados há mais de um século: que a........

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