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O regresso à pradaria

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24.07.2026

Há algum tempo que insisto na urgência de se resgatar, no Ocidente cristão, uma narrativa que contrarie décadas de desconstrução e crítica às instituições tradicionais, como a Família. Os resultados dessa erosão cultural estão à vista de todos: uma sociedade hiperindividualista, estéril, profundamente fragmentada, composta por indivíduos que morrem sós e fragilizados perante o Grande Leviatã. No pós-Segunda Guerra, o cinema e a televisão souberam criar esse imaginário agregador, contribuindo até para o baby boom dos anos 50 e 60. Foi mesmo no final dessa vaga que surgiu a longa (205 episódios!) adaptação televisiva de A Casa na Pradaria (1974), protagonizada por Michael Landon. Quando a série chegou a Portugal, nos anos 80, eu era um jovem adolescente com interesses mais arriscados do que ver televisão. Ainda assim, ficou-me a memória de uma versão açucarada e sentimental da história.

A nova adaptação da Netflix, contudo, afasta-se desse tom aveludado. Baseada nos romances........

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