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Mártires de um genocídio esquecido

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07.05.2026

Aqui há um mês, os media e os comentadores rejubilaram com a polémica entre Donald Trump e o papa Leão XIV a propósito da guerra do Irão. O presidente americano criticou o Papa, dizendo-o “fraco em relação ao crime” e “terrível em política externa”; ora, como é evidente, o Papa não pode abençoar mísseis, pedindo aos Céus que acertem nos alvos, como o fizeram os pastores protestantes do Secretário da Defesa norte-americano Pete Hegseth. De resto, desde o aparecimento das armas nucleares que a Santa Sé se afastou definitivamente da “guerra justa com vista à paz”, limitando-se à pregação da paz propriamente dita. Não contente com as críticas ao Papa, Trump, num dos seus arroubos egocêntricos, fez-se ainda representar como rei taumaturgo, curando os enfermos.

Convém lembrar que os católicos americanos, tradicionalmente apoiantes dos Democratas, mudaram de comportamento eleitoral a partir de Nixon e de Reagan e votaram também por Trump em 2024. São uma fatia importante do eleitorado (22% dos votantes) e não é bom provocá-los. É certo que, nas questões de fundo – aborto, eutanásia, experimentalismo wokista –, Trump e a sua Administração têm cumprido com as promessas eleitorais e isso ainda é importante; mas estas guerras e guerrilhas deixam marcas. Tanto que Marco Rubio voou para Roma em “missão de bons ofícios”.

Leão XIV vai a Espanha de 6 a 12 de Junho; e no Domingo, 26 de Abril, no seguimento dos seus antecessores João Paulo II, Bento XVI e Francisco, reconheceu como mártires mais 50 católicos, das dezenas de milhares de crentes assassinados pelas esquerdas na Guerra Civil de Espanha.  Como tudo o que vai contra a santa........

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