TC: eficiência administrativa ou banalização do risco?
Foram recentemente divulgados os mecanismos resultantes do Conselho de Ministros, referenciados como essenciais à modernização do Estado, surgindo sob a bandeira da eficiência, mas deixando legítimas questões quanto respeitantes à redução da intervenção do Tribunal de Contas, que idealmente se projeta funcionar como um dos pilares fundamentais à legalidade financeira.
Não obstante se reconheça a constante necessidade de agilizar procedimentos e combater a excessiva carga burocrática que caracteriza o ordenamento administrativo nacional, mostra-se evidente a probabilidade de esta reforma se materializar numa resposta desproporcional a um problema real.
A narrativa governativa assenta na ideia de que o controlo prévio constituiu um entrave à decisão. No entanto, cumpre pensar se tal simplificação se coaduna com a realidade dos factos.
Para melhor enquadrar, destacam-se três vetores essenciais da reforma:
a isenção de visto prévio do Tribunal de Contas para contratos públicos até dez milhões de euros,........
