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Se é para reflectir, reflictamos. No radicalismo chic

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19.01.2026

No início deste ano, em consequência de um atentado, 45 mil casas e mais de duas mil empresas viveram um apagão durante cinco dias (de 3 a 7 de Janeiro). As ligações de comboio foram interrompidas, várias escolas e lojas fecharam. As comunicações por telemóvel caíram. Com as temperaturas a chegar aos dez graus negativos, milhares de pessoas enregelaram nas suas casas pois o aquecimento deixou de funcionar. Cinco hospitais foram obrigados a utilizar geradores de emergência. Segundo as autoridades uma mulher idosa morreu de frio. Tudo isto aconteceu não na frente de guerra da Ucrânia mas bem no centro da Europa, mais precisamente na cidade que é agora apresentada como a sua capital política, Berlim. E a cobertura deste caso como foi? Vergonhosa.

Primeiro ignorou-se. Depois lidou-se com a sonsice do costume sobre a pertença ideológica dos autores de atentados quando estes se dizem de esquerda, o que os transforma automaticamente em activistas ou, vá lá, quando muito, em extremistas e, mais lá para o meio das notícias, em grupo de extrema-esquerda. Qualquer referência a terrorismo ficava por conta das autoridades alemãs devidamente citadas entre aspas.

Por fim, e perante a insistência dos ditos........

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