Vai a economia resistir à guerra?
O estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, está basicamente encerrado. Por ali passam igualmente fornecimentos de Gás Natural Liquefeito, fertilizantes e alumínio, para citar alguns dos mais importantes produtos. As transportadoras mais importantes suspenderam os seus serviços na região e seguem rotas, mais caras, pelo Cabo da Boa Esperança. As seguradoras anunciam agravamento de tarifas ou cancelamento de apólices. Há portos danificados assim como infraestruturas de gás e petróleo. O Qatar anunciou a suspensão da produção de gás depois das suas infraestruturas terem sido atingidas pelo Irão. A Arábia Saudita também suspendeu na segunda-feira a produção da sua refinaria Ras Tanura na sequência de um ataque iraniano.
Praticamente desde o primeiro dia percebeu-se que os alvos de Teerão não eram apenas os interesses americanos na região. Os ataques que está a fazer parecem mostrar que o Irão está disposto a ir mais longe, provocando danos nas infraestruturas produtivas da região e inviabilizando o transporte marítimo. Estamos perante uma situação com um poder de desestabilização que pode superar os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia. No caso do gás, usando dados revelados pelo Financial Times, estão em causa 120 mil milhões de metros cúbicos por ano que compara com 80 mil milhões do gasoduto russo, que deixou de fornecer a Europa em 2022.
Se o enquadramento........
