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ICNF e restaurantes. Dois ministros, duas razões

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28.01.2026

Comecemos pelo ICNF. Antes de mais é preciso ver o vídeo que o ministro da Agricultura e do Mar José Manuel Fernandes enviou para o evento de dirigentes do Instituto da Conservação da Natureza (ICNF), tentando apagar da memória tudo o que se seguiu. Pois. É uma comunicação normalíssima de agradecimento e de desafio para se fazer mais e melhor, recordando, e bem, que só existem para servir o outro – o que se aplica a toda a administração pública, princípio tantas vezes esquecido. Lembrou o óbvio, que é preciso conciliar objetivos – defesa ambiental com coesão e competitividade. Até porque, se assim não for, corremos o risco de alimentar radicalismos anti-ambientalistas, como aliás já começamos a experimentar. Além disso, pediu que, perante uma decisão baseada num impedimento da lei que se pergunte: mas devia a lei permitir? Ou seja, pediu ao ICNF que fosse inteligente.

Tudo isto nos parece óbvio e um bom desafio para o ICNF melhorar o seu desempenho e atingir de forma mais eficaz os seus objetivos. Pois não pareceu óbvio para alguns dirigentes ou funcionários do Instituto que, ainda sem a divulgação pública do vídeo – só mais tarde o ministro o fez -, resolveram ser protagonistas de desinformação mascarada de “interpretação” da mensagem. Como se pode ler nesta notícia do Público, aproveitando-se do facto de o vídeo ainda não ser público, atribuíram ao ministro coisas que não disse e assumiram o papel de flores de estufa e de quem se considera acima de qualquer escrutínio ou orientação política, sob a capa de “decisões técnicas independentes”.

Um dos aspetos mais impressionantes da reacção de dirigentes ou funcionários do ICNF, que falaram para o........

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