Portugal precisa de pensar grande, para executar!
Portugal precisa de grandes obras que reforcem a economia, aproximem as regiões e melhorem a ligação aos mercados internacionais. Mas pensar grande não significa gastar sem critério. Significa definir prioridades, comparar alternativas e garantir que cada investimento serve verdadeiramente o interesse público.
Pensar grande exige visão, ambição e capacidade de execução. Exige também rigor na gestão dos recursos públicos, transparência nas decisões e coragem para questionar projetos apresentados como inevitáveis.
A construção de um novo aeroporto para Lisboa é necessária, mas a infraestrutura não deverá ficar a mais de 50 quilómetros da capital. A distância deve ser avaliada pelo tempo real de deslocação, pelo custo para os passageiros e pela qualidade das ligações rodoviárias e ferroviárias.
Também não deverá ser assumido, sem discussão, o encerramento completo do Aeroporto Humberto Delgado. O atual aeroporto poderá manter uma operação complementar e limitada, destinada a determinados voos europeus, viagens de negócios ou ligações em que a proximidade ao centro de Lisboa seja decisiva. O novo aeroporto receberia a maioria das operações, os voos de longo curso e o crescimento futuro.
Portugal deve igualmente repensar os aeroportos e aeródromos de menor dimensão da Região Centro. Coimbra e as regiões de Aveiro, Leiria, Viseu, Castelo Branco e Guarda possuem universidades, hospitais, turismo, indústria e empresas exportadoras.
Uma infraestrutura regional, devidamente dimensionada, poderia servir a aviação executiva, a proteção civil, a emergência médica, o transporte urgente de mercadorias e algumas ligações comerciais. Não se trata de construir outro grande aeroporto, mas de criar uma porta regional para os mercados internacionais.
Na ferrovia, o investimento é........
