menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O erro que ninguém paga

23 0
19.07.2026

Enquanto uma parte do país vivia agarrada ao Mundial de 2026 e ao mercado de transferências, outra parte via o seu futuro decidido por uma experiência que ninguém se deu ao trabalho de testar antes. Este foi o primeiro ano em que os exames nacionais do 11.º e do 12.º ano foram corrigidos inteiramente em suporte digital, cerca de trezentas mil provas, através de uma plataforma nova, gerida por um instituto recém-criado, o EduQA, que substituiu a antiga editora do Ministério da Educação. Uma reforma decidida a partir de um gabinete, sem projeto-piloto e sem margem para erros. E o erro, como era de esperar, aconteceu.

Os professores não têm material para corrigir os testes. Docentes chamados a avaliar disciplinas que nunca lecionaram. Uma paralisação de segurança da plataforma a 6 de julho, sem relatório público que explicasse o que falhou nem quantos alunos foram afetados. E, no meio disto tudo, a polémica que ficou conhecida como a “pergunta siamesa”: um exercício do exame nacional de Português praticamente idêntico a um exemplo publicado num........

© Observador