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Portugal na NATO: cumprir é o novo normal

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29.07.2026

Nos dias 7 e 8 de julho, os chefes de Estado e de Governo da Aliança Atlântica reuniram-se em Ancara. Não foi uma cimeira de rotina. Num momento em que a guerra regressou ao continente europeu, em que o Médio Oriente conhece nova escalada e em que os Estados Unidos redefinem o seu posicionamento global, a NATO reafirmou aquilo que é essencial: o compromisso inabalável com o Artigo 5.º do Tratado de Washington. Um ataque a um aliado é um ataque a todos. Esta fórmula, consagrada há mais de setenta anos, raramente terá tido tanta atualidade.

Portugal chegou a Ancara numa posição singular no seu percurso recente. Pela primeira vez desde 2014, o país atingiu e superou a meta de 2 por cento do PIB em investimento na defesa, um valor de 2,01 por cento confirmado pela própria NATO, correspondente a 6,1 mil milhões de euros. E o Primeiro-Ministro anunciou na Turquia que Portugal atingirá este ano 3,1 por cento do PIB. Não falamos de números abstratos, mas de honrar compromissos assumidos perante os aliados e, sobretudo, perante os portugueses, cuja segurança depende de Forças Armadas devidamente equipadas e valorizadas.

A pertença à Aliança Atlântica tem sido, desde a sua fundação, uma constante da política externa portuguesa, respeitada por sucessivos governos de diferentes orientações. Nem sempre, porém, o investimento acompanhou o compromisso político: durante anos, a despesa........

© Observador