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Mais polícias para Lisboa e Porto: como?

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19.05.2026

O Sr. Primeiro-Ministro veio apresentar-nos, de forma inusitada, após uma reunião cirúrgica com os Presidentes de Câmara de Lisboa e do Porto, um reforço de polícias nessas áreas metropolitanas, consciente da maior necessidade de robustecer o policiamento de visibilidade, em primeira linha, e de melhorar toda a capacidade de resposta policial, numa segunda e mais abrangente linha.

Ora, após este anúncio, pouco claro quanto ao destino desse reforço e, outrossim, quanto à proveniência milagrosa do mesmo, já que não se vislumbram medidas a curto prazo que assegurem essa dotação superavitária, fica agora claro que o Primeiro-Ministro, em flagrante dissintonia com o Ministro da Administração Interna, pretende manter a decisão da anterior Ministra, que tinha decidido colocar 100 polícias na Polícia Municipal de Lisboa e 80 na do Porto.

Não só esta medida rompe com o posicionamento entretanto assumido pelo seu Ministro, como surge em contraciclo com as necessidades urgentes de reforço da PSP, que está, bem sabemos, operacional e humanamente enfraquecida.

Não querendo correr o risco de me repetir, e não retirando importância ao papel de complementaridade que as polícias municipais podem assumir no quadro securitário – seja em Lisboa, na Maia ou em Sintra -, uma coisa é certa: elas não substituem as forças de segurança, por terem, legal e materialmente, um papel menor no quadro da segurança pública.

Com a manutenção desta decisão, e independentemente de medidas mitigadoras que possam vir a ser materializadas, e já lá vamos, a única consequência é a PSP ser ainda mais sangrada e diminuída na sua capacidade operacional, desde a resposta de primeira linha a situações de urgência, seja na prevenção ou........

© Observador