Ser-se híbrido ou não sê-lo: é esta a questão
A situação de hibridez ocupa, nestes que são os nossos tempos, um lugar de enorme saliência, a roçar a hegemonia.
É a ela que nos referimos com tanta frequência no domínio estritamente militar, e quando falamos de uma eventual ´invasão` de um país por outro, é já pensando numa contribuição de fatores cibernéticos e meios de software para levar a cabo uma qualquer ação ofensiva: uma paralisação de infraestruturas em setores básicos constitutivos da soberania nacional, por exemplo, poderá significar um sensível enfraquecimento das capacidades de defesa e contra-ataque contra um putativo inimigo. Se os equipamentos militares clássicos convencionais – que entretanto adquiriram, também eles, uma óbvia sofisticação gerada pelas suas novas faculdades digitais – permanecem atuais e insubstituíveis, já não representam contudo a exclusividade dos atributos que acabam por ser determinantes na gestão de um conflito.
Mais no interior da normalidade do nosso dia-a-dia em tempo de paz, e representando uma série tentativa de resposta alternativa ao perigoso agravamento das condições climáticas produzido pelas chamadas energias fósseis – vide as emissões de carbono derivadas da produção e distribuição de petróleo e seus derivados – verifica-se nomeadamente uma profunda transformação na indústria automóvel, com a introdução do modelo de consumo híbrido, ou seja, a possibilidade de se conduzir um veículo recorrendo igualmente à capacidade elétrica : é um sistema que oferece aos cidadãos automobilistas uma solução intermédia entre o passado e o futuro, ao mesmo tempo que garante, no caso de uma qualquer avaria ou escassez de produto, uma possível superação dos........
