A nega da Islândia à União Europeia
No dia 29 de Agosto, os islandeses foram às urnas e rejeitaram em referendo a possibilidade de reabrir negociações de adesão à União Europeia. A primeira-ministra socialista Kristrún Frostadóttir havia prometido realizar um referendo antes de 2027 e o resultado, com 52,8% dos islandeses a rejeitarem a proposta apresentada pelo Governo por si liderado, constitui uma derrota política que já se comprometeu a respeitar.
A campanha pelo “Sim” foi inteligente, assentando no slogan “Já til ad sjá” (que pode ser traduzido por algo como “Sim para descobrir”) para tentar contrariar um sentimento popular tradicionalmente muito céptico quanto à possibilidade de integração na UE. A ideia do Governo era tentar que o “Sim” pudesse triunfar numa lógica de abrir caminho à descoberta do que a UE poderia oferecer à Islândia num contexto de abertura de negociações – e não como um compromisso sem retorno de integração na UE.
Ainda assim, e apesar desta estratégia de campanha inteligente e bem financiada, apenas uns insuficientes 47,2% votaram a favor, um resultado que........
