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A nossa tão difícil “paz” (desde a Teologia Espiritual)

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12.07.2026

Caros leitores e caras pessoas (que, espero, sejam a maior parte dos meus futuríveis leitores, embora haja mais indivíduos e gente do que propriamente pessoas): se estais a olhar para ou a ler estas palavras, fiquem sabendo, desde já, que este não será um daqueles bons textos que, uma vez desfrutados, retiram o prazer de se ler maus textos e abrem a mente para hábitos de pensamento criativo. Efetivamente, já me convenceram de que a minha prosa teológica não diz nada… duas vezes.

Seja como for, estas palavras decorrem da “islâmica ‘never ending war’” (noção infelizmente decorrente das obras islâmicas ortodoxas quando ortodoxamente interpretadas) que no conflito do Irão está a ter apenas mais uma página. Mas não é sobre a “guerra” que pretendo falar, antes, e desde a pobre e simples Teologia Espiritual, da nossa excessivamente inconstante “paz”.

É certo que milhares de outros textos já foram escritos sobre esta nos últimos tempos, todavia, os que surgiram desde o âmbito da Teologia pautaram-se seja pela ambiguidade arredondada, seja por partirem de uma Moral que, devido à sua falência coeva, se tem revelado mortal (já aqui falei sobre isso e lá tenciono voltar oportunamente). Ou, segundo palavras que tomo emprestadas de Shakespeare [o William, escritor, não o Percy, pintor], a moral tem-se mostrado uma «old crab-tree». 

De facto, é com supina tristeza que constato que esta área da Teologia, que até pretende ser uma “Teologia Primeira”, não mais conseguiu manter a sua grandeza áurea atingida nos tempos dos seus manuais acerca do “coitus interruptus”.

É justamente por isto que, além do mencionado propósito de revisitar o seu estado atual, desejo também, e sempre desde a Teologia Espiritual, vir a poder dar a público – neste Órgão Informativo e com uma periodicidade incerta (é sempre arriscado fazer-se previsões, mormente acerca do futuro) – uma série de textos que tão mal foram tratados pela dita Moral. Textos sobre: o trabalho, as “obras” de Marko Rupnik e, entre outros, a Encíclica “Magnifica humanitas” e o horror do Calvinismo (hoje disfarçado sob outras designações).

Antes de, finalmente, me centrar na temática deste texto, urge fazer um derradeiro reparo: as corridas redacionais breves não são a minha especialidade, sendo eu........

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