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Segues esta conta desde que est@ gaj@ pediu para te seguir

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20.08.2026

Talvez não exista uma palavra certa. Os “amigos” do Facebook eram, claramente, de mais; as “conexões” do Linkedin o fruto do amor impossível entre o encaixe de uma máquina e o esoterismo de um sentimento de ligação inexplicável. De modo que, algures entre uns e outros, triunfou, por todo o Instagram e afins, o verbo “seguir” e respectivo campo semântico. Segue-se e é-se seguido – uma maravilha para um vasto campo de personalidades, dos voyeurs aos narcisistas. Mas, se já temos falado abundantemente dos perigos de seguidistas e “influenciadores”, há, neste ecossistema moderno (para usar um termo muito da moda), um subtipo ainda pouco dissecado: o do fulano ou fulana que pediu para nos seguir; a quem, por simpatia, mera cortesia, compaixão ou simples ideia de reciprocidade, seguimos de volta; e que, depois, pela calada, deixa de nos “seguir”.

Deixar de seguir, fazer “unfollow” ou “dessubscrever”, se é que a palavra existe, podem ser dos mais lúcidos gestos contemporâneos, mas aplicam-se como defesa do cidadão inundado por coisas que, justamente, nunca subscreveu. Comunicações de empresas, publicidade, marketing pessoal e “recomendações” do algoritmo em geral com que nos atulham o ecrã do telemóvel e a caixa de correio porque, algures,........

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