“A lei sou eu”
O procurador da República em Goiás Hélio Telho definiu como “barriga de aluguel” a gambiarra do ministro Gilmar Mendes para livrar o colega Dias Toffoli da quebra de sigilos bancários na investigação realizada pela CPI do Crime Organizado.
Segundo Hélio Telho, “a Maridt (empresa dos irmãos Toffoli), através de um expediente inusitado, ‘escolheu’ o relator do caso, direcionando seu pedido de liminar a Gilmar Mendes, sem passar por distribuição e contornando a prevenção do ministro André Mendonça para as ações que questionam atos da CPI do Crime Organizado”. O ministro Gilmar Mendes, recebedor da ação, não a encaminhou ao ministro Mendonça, como seria de praxe para respeitar os limites das competências, e assumiu o pedido sem possuir prerrogativas jurisdicionais.
Para ofuscar o bom direito e dar pano para manga a Gilmar Mendes, em vez de ajuizar uma ação em nome próprio, a empresa que tem os Toffoli entre os sócios e teria seus sigilos quebrados por decisão da CPI (que investiga a relação do Banco Master com o crime organizado), “atravessou uma petição num mandado de segurança que já estava até arquivado, que havia sido impetrado pela entidade Brasil Paralelo, contra a CPI da Covid, que nem existe mais”, explicou o procurador.
Até para leigos, deu-se a impressão de artifício de devolver vida ao defunto,........
