menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Hitachi Energy investe US$ 281 milhões no Brasil e promete anunciar novo plano para o país

4 0
friday

Glauco Freitas, presidente da Hitachi Energy Brasil, é o entrevistado da Temporada Minas S/A Cenários, disponível nas plataformas de O TEMPO. Formada em 2020, depois da compra do braço de energia da ABB pela Hitachi, a empresa está no Brasil desde 1954, tem mais de 2 mil funcionários e investe US$ 281 milhões no país, com uma nova fábrica em Pindamonhangaba (SP). Glauco diz que o Brasil tem sobreoferta de energia renovável, mas que a transmissão não acompanhou o crescimento da geração, e alerta para o risco de perder uma “janela de oportunidade gigante”. Sobre o planejamento do setor, afirma que “para estar operando em 2035, tem que fornecer em 2030”. 

Glauco, a Hitachi Energy nasceu em 2020, depois que a Hitachi comprou o braço de energia da ABB, mas está no Brasil desde 1954. Qual é o tamanho da operação e do investimento hoje?

Estamos no Brasil desde 1954, com sede em Guarulhos e fábrica em Blumenau. O investimento global é de US$9 bilhões, e US$281 milhões vêm para o Brasil, divididos em três blocos: a expansão de Guarulhos, uma nova fábrica em Pindamonhangaba e um centro de serviços de revitalização de equipamentos. Hoje somos mais de 2 mil funcionários no Brasil e vamos contratar mais 400 em Pindamonhangaba. A cada emprego direto, geramos quatro indiretos. Temos uma jornada de contribuir com empregos no Vale do Paraíba

Você estudou engenharia em Itajubá, no Sul de Minas. O que Minas representa na sua trajetória?

Estudei Engenharia Eletrotécnica em Itajubá, na antiga EFEI, hoje Unifei, em 1994. Foram bons anos da minha vida. Tenho também um pezinho em Montes Claros, onde fiz bons amigos. É uma região muito boa, com comidas excelentes.

O mundo vive um boom na transição energética. Como isso se reflete nas fábricas daqui?

O momento foi acelerado pelos movimentos nos Estados Unidos e na Europa. Quando aumento o volume de energia renovável, preciso transmiti-la, escoá-la, e ainda chegam muitas indústrias eletrointensivas. Nós, que fornecemos tecnologias de conexão da geração aos pontos de consumo, temos sido muito demandados. Nos últimos seis anos, o faturamento cresceu duas vezes e meia, e a carteira de pedidos cresceu um pouco mais. Parte relevante da produção de Guarulhos e Blumenau vai para os Estados Unidos e a Europa, e dessa vez não são commodities: são soluções de HVDC, o que há de mais avançado em transmissão. A fábrica de Guarulhos está entre as cinco maiores, entre  120 no mundo, há uns cinco anos.

Para operar em 2035, você diz que é preciso fornecer em 2030. Como se planeja uma fábrica com tanta antecedência?

Estou saindo de um modelo transacional de negociação para um modelo de parcerias, com contratos globais, como guarda-chuvas, que me permitem planejar. No Brasil, a EPE, a empresa de pesquisa e planejamento, divulga todo ano o plano decenal de energia, um documento público. Estamos em 2026, então tenho o cenário até 2035: a geração terá que chegar a cerca de 360 gigawatts, porque vai haver demanda para isso. Para estar operando em 2035, eu tenho que fornecer em 2030, e para fornecer em........

© O Tempo