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Por mais respeito nas escolas

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26.03.2026

“O número dos adolescentes que sofrem bullying permanece praticamente igual, porém a persistência dos episódios e a intensidade deles aumentaram. O bullying já é caracterizado como algo persistente, intermitente… E nós observamos aqui uma tendência de aumento (dos casos)”. A fala é de Marco Andreazzi, gerente da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), feita com depoimentos coletados em 2024 em escolas de todo o Brasil, cujos dados foram divulgados ontem pelo IBGE.

O levantamento indica que 39,8% dos estudantes de 13 a 17 anos sofreram bullying na escola. Os alunos que declararam ter sido vítimas de agressões disseram à pesquisa que a aparência do rosto ou do cabelo foi o principal alvo do bullying, o que se deu em 30,2% dos casos. Em seguida, vêm a aparência do corpo, com 24,7%, e a violência por causa da cor ou raça, vivida por 10,6% deles. 

Também entrevistados, gestores escolares deram informações sobre o suporte que as instituições oferecem aos adolescentes. Especificamente sobre esse quesito, a Pense identificou que apenas 53,4% dos alunos frequentavam unidades que aderiram ao Programa de Saúde nas Escolas (PSE), uma ação do governo federal iniciada em 2007 – ou seja, há quase 20 anos – para fortalecer o desenvolvimento integral e combater vulnerabilidades, entre outros objetivos. Somente 37,2% das escolas atuaram conforme o programa para prevenir brigas em suas dependências.

Os dados da Pense desnudam um cenário grave: mais adolescentes passaram a vivenciar situações repetidas de violência na própria escola. Os casos persistem e seguem aumentando. A proporção de alunos que disseram ter sofrido bullying pelo menos duas vezes subiu mais de 4 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, de 2019.

Nada justifica atos de violência. No ambiente educacional, muito menos. Escola deve ser lugar de acolhimento e de escuta, e não de julgamento e discriminação. É preciso divulgar a importância da comunicação não violenta e de uma educação que acolha as diferenças com respeito e sem preconceitos.

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