Distrito de Santarém precisa de uma grande biblioteca pública
A história da escrita e do livro tem milénios. Falando apenas da Idade Média que se estendeu por mil anos e que não foi “a noite escura” que algumas das gerações de anteriores historiadores defendiam, pois, entre grande parte da civilização e cultura que a atravessou, os monges copistas escreviam demoradamente sobre pergaminho, reaproveitando materiais e todas as superfícies onde pudessem transcrever textos antigos na sua esmerada caligrafia. No Renascimento, surgiu o prelo, a imprensa e os livros começaram a estar ao alcance de muito mais pessoas, não deixando de ser muito dispendiosos, e de, muitas vezes, com cadeado e corrente, estarem agarrados a uma estante. Nestes primeiros tempos, mesmo em casa de um erudito, filósofo ou historiador, possuir uma biblioteca com sessenta livros já era considerável e mesmo invulgar.
Nos nossos dias, as estatísticas afirmam que nunca se leu tanto em Portugal, como agora. Felizmente cada vez mais cidadãos têm formação e ser........
