Borges chutou a tristeza para fora do campo
Sendo fácil o contrário, e até expectável que o fizesse, Rui Borges chutou para canto quem ontem procurava nas palavras do treinador o célebre discurso das vitórias morais depois de uma eliminação. Preferiu, e bem, palavras capazes de reforçar a ideia de uma fantástica campanha do Sporting na Liga dos Campeões. Por isso, recusou "dor" e "tristeza", preferindo "orgulho" para resumir, mais do que um jogo, uma caminhada de vitórias que ficarão na história de um clube que nunca chegara tão longe na mais importante prova europeia de clubes. Fácil, mais fácil, seria apenas lamentar e assinalar a injustiça de uma eliminação alicerçada num único golo. Sofrido aos 90 minutos. E o Sporting sabe bem a emoção que um golo pode ter nos momentos finais.
