Portugal, o país dos papéis
A burocracia tem um custo elevado. Não apenas financeiro, mas também jurídico e sobretudo económico. É um dos mais persistentes custos de contexto que condicionam a competitividade de um país, desviam recursos da atividade produtiva e reduzem a eficiência das organizações.
Em Portugal, porém, o problema é mais profundo, porque continuamos a confundir rigor com formalismo.
A exigência sucessiva de declarações, certidões, autenticações ou comprovativos – muitas vezes relativos a factos já conhecidos ou facilmente verificáveis – revela uma cultura em que a forma prevalece sobre a substância.
A forma só faz sentido enquanto instrumento ao serviço de um interesse........
