A geração à rasca que se desenrascou fora de Portugal
Entre 2011 e 2015, Portugal assistiu a uma saída significativa de profissionais qualificados, com impactos diretos e consequências mais subtis que só hoje começam a tornar-se evidentes, sobretudo quando olhamos para aqueles que se encontravam entre os early 20s e os early 30s. Num contexto de crise económica profunda, muitos destes profissionais deixaram o país, não por opção estratégica ou planeada, mas por necessidade.
Na altura, o fenómeno foi amplamente analisado sob vários prismas. Discutiu-se, e bem, o impacto social dessa saída em massa, a separação de famílias, a resiliência (ainda esta palavra não estava no léxico nacional) de quem partiu e a adaptação a novos contextos. Discutiram-se também as taxas de desemprego. Ainda assim, o que não foi........
