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#desculpas

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18.04.2026

Quando faz trapalhadas, a minha filha mais nova tem duas maneiras de pedir desculpas que me tiram do sério. Ou é um jovial "desculpaaaaa", dito como se fosse um "olá" ou então um despreocupado "foi sem querer", como se isso apagasse a asneira que acabou de fazer. Já a minha filha de 13 anos prefere a negação - "não fui eu" - ou um apático fingir de morto à espera que tudo passe. Podia ser pior. Podiam fingir que confundiram a imagem de Jesus a ressuscitar Lázaro com um médico a salvar um doente ou indignarem-se e dizer que só fizeram uma pergunta e nunca quiseram desculpar quatro abusadores. Posso não gostar do tom, mas a minha mais nova ao menos admite os erros. Só tem sete anos, mas, pelo que vejo, é bem mais crescida do que muitos adultos que andam por aí.


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