Caminhar é pertencer
Esta semana, nos dias 26 e 27 de março, o Porto recebe o Congresso Ibérico da Rede de Cidades e Vilas que Caminham, reunindo mais de 250 autarcas e técnicos na Fundação Manuel António da Mota. Em discussão está uma mudança urgente: colocar as pessoas no centro das cidades e recentrar as políticas públicas na qualidade de vida urbana.
O modelo urbano centrado no automóvel esgotou-se. Congestionamento, poluição e vulnerabilidade climática exigem decisões firmes. Humanizar a cidade é, hoje, uma responsabilidade política.
Caminhar é a base dessa transformação e uma das melhores soluções para a nossa saúde. Começa no espaço público e no passeio, a primeira infraestrutura urbana, onde se mede a inclusão, a segurança e a qualidade de vida.
Redesenhar o espaço público torna-se inevitável. É necessário repensá-lo de forma integrada, garantindo acessibilidade, conforto térmico, presença da natureza e condições para uma mobilidade ativa e segura. A transformação exige mais transporte público com sistemas interligados, e o redesenho do chão da cidade é absolutamente necessário para promover essa conectividade. Cidades mais caminháveis são mais saudáveis e resilientes.
A rede, com cerca de 50 municípios portugueses, permite acelerar decisões e replicar soluções eficazes. Pontevedra, Vitória e Barcelona, que estarão presentes, irão mostrar que a mudança é possível quando há visão e consistência política. Mas também serão apresentadas boas práticas de cidades portuguesas.
Este encontro será um momento de ação: aprender para decidir. Que seja um excelente momento de aprendizagem e sucesso, porque as cidades precisam de políticos e técnicos sem medo para essa transformação.
