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Cidades da esperança

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Depois da alegria pela conquista da liberdade em 1974 - de que apenas os mais velhos se lembram (e que serão menos a cada ano que passa) - e os anos vibrantes e de grandes melhorias no bem-estar no final do século passado, o século XXI tem sido sobretudo amargo. Algumas razões para isso são o baixo crescimento económico (menosde 1%/ano, em média), o alargamento da pobreza a quem trabalha, a impossibilidade de acesso à habitação de quase todos e o aumento da diferenciação socioespacial, que coloca poucos ao alcance de tudo e bastantes afastados de muito. Quando, além disso, as alterações climáticas originam desastres mais intensos e frequentes, a guerra, sem regras, regressa ao centro da política mundial, a IA provoca despedimentos e muitos pais veem os filhos terem dificuldade em encontrar um futuro pelo menos tão bom como foi o seu passado, tudo parece sombrio.

Encontrar caminhos de esperança, resistindo à mentira, à maledicência e a promessas falaciosas, não é fácil. Como quase sempre, como os maiores problemas, algumas das melhores soluções emergirão nas cidades. Elas foram sempre e deverão ser também, hoje, lugares de esperança. São as políticas e as iniciativas capazes de construir essa esperança que estarão no centro da 10.ª edição das Conferências P3DT (Políticas Públicas, Planeamento e Desenvolvimento do Território), organizadas por CEGOT, FLUP e CMG e que terão lugar nacidade de Gondomar, nos próximos dias 8, 9 e 10. A lotação está esgotada.


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