O SNS é dos portugueses
A ministra da saúde tem o dever de prestar contas aos portugueses. Gerir o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma das mais complexas tarefas de qualquer Governo, não se fazendo por impulso ou de forma apressada. Reformar exige coragem aos atores políticos, tempo de concretização, perseverança e capacidade de gerir os descontentamentos. É importante deixar dito que os males do SNS não ocorreram nos dois anos e meio em que estou ministra da Saúde.
Quero que os portugueses saibam que fazemos um trabalho sério e que nos movem a sustentabilidade do SNS e a qualidade dos serviços prestados.
Mas é bom que fique claro: uma reforma só resulta quando os cidadãos a sentem. Não resulta só porque os governos o afirmam e não falha só porque a oposição a critica.
Comparar números do SNS de 2022 com números de 2026 é tentar iludir os portugueses. 2022 foi o ano do "fim do covid" e o SNS, como bem se lembram, esteve reservado para casos urgentes e inadiáveis.
No SNS falamos de pessoas tratadas, vidas salvas e, claro, de mais de 158 mil profissionais de saúde que todos os dias fazem o seu melhor para conseguir dar resposta a uma população que cresceu em mais de 1,4 milhões de pessoas, com uma percentagem de idosos, de diabéticos, de doentes oncológicos e cardíacos a crescer, com mais doenças raras e com medicamentos cada vez mais caros e dispositivos cada vez mais sofisticados.
As pessoas vivem mais anos e têm de viver melhor. E por isso as equipas profissionais dos cuidados........
