Economia da longevidade: de desafio demográfico a oportunidade
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Acrescentámos anos à vida. Falta dar qualidade de vida aos anos.
Viver mais deixou de ser exceção. Hoje, em Portugal, quase uma em cada quatro pessoas tem 65 ou mais anos. A longevidade tornou-se uma realidade transversal, com implicações na saúde, no trabalho, na poupança, na habitação e nas relações sociais. O desafio é criar condições para que as pessoas possam viver com qualidade e dignidade ao longo de todo o ciclo de vida.
Entre 1980 e 2025, a população com 65 ou mais anos passou de 11,3% para 23,2% do total, segundo a Pordata. Projeções indicam que, em 2050, poderá representar cerca de um terço da população portuguesa. Perante esta mudança demográfica, é necessária uma abordagem integrada, capaz de articular várias dimensões.
Os anos adicionais devem, na medida do possível, ser vividos com saúde, autonomia e qualidade de vida. A prevenção, o acesso aos cuidados de saúde e a promoção de estilos de vida saudáveis são decisivos tanto ao nível individual como para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.
A resposta à longevidade não se esgota na saúde, mas obriga também a repensar a forma como organizamos o trabalho ao longo da vida. Não basta aumentar continuamente a idade da reforma,........
